Minha vida neste corpo
   



BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Música, Amor, Amigos, Sexo
Histórico
Outros sites
DJ André Medeiros... a real, real one.
ZeroZen
Sarajane Fotonovelas
Alê Lima
Notícias do Ralph
inter:urbanos (contos urbanos surreais)
Família Wöpke (fotolog da Chaina)
Homem, Homossexual e Pai
La Dolce Vita
Introspective
Despautério
Pornochanchadeiro
Carioca Virtual
Passageiro do Mundo
Voluntas
Meu nome ainda é Regina (Duarte, claro, não é mesmo, minha gente?)
Machos Deliciosos
Macho com H
XXY
Aventuras e Desventuras de um Ragazzo

Votação
Dê uma nota para meu blog

 


"2011 está acabando, passou tão rápido... Está na hora de fazermos um balanço do que aconteceu, do que fizemos de nossas vidas, e decidir o que queremos para 2012, bla-bla-blá..." Adoro esse papo que invariavelmente todo ano a gente ouve em programas de rádio, de TV, etc., como naqueles programas para gordas falidas da Rádio Mundial (rádio esotérica/de autoajuda daqui de SP). 

Pra mim, não é esse aspecto de tempo, cronológico, inventado, que determina muito. Depois das festas, o ano começa, como sempre, muita coisa continua, imutável, outras mudam, outras recomeçam... E vai-se em frente. Quem faz as coisas somos nós, e a vida também, não a mudança da folhinha do calendário...

Porém, 2012 será o ano em que completarei 40 anos. Tudo bem, estou completando 39, mas já penso como será entrar na casa do "enta", para nunca mais sair (bem, sei lá, vai que eu viro um Niemeyer da vida e passo dos 100, hehe, aí não é mais a casa dos "enta"). Também a idade é invenção humana: 15, 29, 36, 50 anos... A gente vai mudando desde que nasce e até morrer, dia a dia, em fases. Mas, mesmo sendo invenção humana (pois creio que no dia em que fizer 40 não vou ficar diferente de quando tinha 39, no dia anterior), uma parte de mim sente que há uma significação, mesmo que social, intelectual, estereotipada talvez, em fazer 40.

Ao fazer 10, nem me lembro bem se isso significou algo. Ao fazer 20, uau, eu era o jovenzinho! E minha casa dos 20 anos foi muito rica. Ao fazer 30, idade bonita, jovem adulto, tudo em cima. Ao fazer 40... Serei eu um senhor de meia-idade? Um tiozão? Na idade do lobo? É a última década em que corpo e mente ainda possuem alguma luz de juventude? Hoje em dia, é normal pensar e comprovar que os 30 são os novos 20, na aparência e na cabeça das pessoas, pro bem e pro mal. Mas os 40 serão os novos 30, pro bem? Já pensou quando eu tiver 49 anos (se eu não morrer antes, hehe, afinal, o mundo não acabará em 2012?)?

Bem, falta tempo pra tudo isso. E quando vejo pessoas como a Marília Gabriela, como o Serginho Groisman, que já passaram bem dos 60, sei que com o tempo nem tudo está perdido, pois eles são pessoas que muitos jovens gostariam de ter como namorados, pois eles são JOVENS, mesmo que rugas digam outra coisa.

Mas vai ser estranho dizer para alguém, quando me perguntar, quantos anos terei: 40, 42, 46... Estranho. Tanta coisa que lembro dos 20 e poucos, tanta coisa que não resolvi ainda. Entrei nos 30 com coisas a resolver que trazia dos 20 e nada. Muita imaturidade ainda, muita dependência dos outros em n sentidos. Muito já mudou, mas muito ainda não...

Bem, deixa eu curtir meus 39.



Escrito por mim às 04h15
[] [envie esta mensagem] []




Uau! Mais de 1 ano e meio sem postar aqui... Pouca vontade de dizer algo pro mundo, pois, pra que, não é mesmo? Quem precisa das minhas palavras? Hehehehehe... Sério, tô meio cansado de contatos com o mundo "exterior", fora do meu microcírculo de pessoas próximas; pode ser que eu esteja perdendo conhecer gente muito bacana, sim, mas a maioria não é bacana e por isso prefiro ficar como estou. É uma fase, OK, vou respeitar. O fato de não ser mais solteiro já faz tempo também influencia. Por enquanto, eu na minha vida, com os meus. Meeeedo de quem é de fora? = um pouco, tem tanto urubu, hehehe!

- Adorando a " " "nova classe média" " " brasileira, produto dos incentivos soioeconômicos dos últimos governos. Saíram da favela mas a favela não saiu deles. Não têm culpa, e eu na verdade sempre achei que todo mundo num país deveria ser rico, nem classe média, mas como isso é pedir o impossível, que seja classe média (e isso vai acontecer no Brasil?). Mas que esse pessoal é um porre, é. Talvez os filhos ou netos deles sejam legais... mas eles, não dá. Repito, a favela continua lá dentro... Ah, como são lindos os sonhos de uma chefe de telemarketing que estuda administração numa Uniqualquercoisadavida e tem um tablet genérico?... Sou mau? Não, só digo a verdade, esse pessoal é um porre. Repito, os filhos ou netos serão (talvez) gente culta, interessante (será? espero que sim, vai...), vou ser otimista. Mas será que um dia Brasil será Suécia? Ou Holanda? Não cópia, que isso não funciona, mas um país com a população (quase) toda bem?

- Sabe quem gosta de bicha e sapa neste país? Juiz do Supremo. Palmas pra eles que nos deram DE PRESENTE a união civil, provavelmente o casamento civil daqui a pouco. Porque nós mesmos fizemos o quê? Enquanto isso, a maioria das evangélicas, que é do mal total, gente ignorante, raivosa e que quer impor seus valores a todos, sem respeitar (ah, se pudessem, instalariam a ditadura do Senhor no país, espero que nunca consigam), estrilam e se movem para fazerem as bichas e sapas perderem o que têm de direitos e visibilidade. DETESTO ESSA RAÇA, EM SUA MAIORIA. Principalmente os metidos a "moderninhos" que vão pras "baladas de Jesus" e ficam loucos de "crentão". E os skinheads (hahahah!) mulatos deste Brasil atacam as bissinhas na Paulista. Triste!

- Neomoralismo, Dráuzio Varella, Lei Seca, I HATE YOU!

- O que faz uma pessoa ser tão carente e pobre de espírito que precisa colocar na web todos os passos que dá, onde acabou de chegar, o que comeu, o que fez, se foi ao banheiro, se tem iPad, blá, blá, blá? Esse povo dá de bandeja o roteiro de suas vidas! E eu querendo privacidade. Não entendo.

- Depois que conheci os conversores de conteúdo do YouTube para mp3, adeus E-mule e parentes. Viva! E a primavera este ano está ótima!

Será que volto aqui de novo quando?



Escrito por mim às 14h47
[] [envie esta mensagem] []




90's

Nossa, falar da minha vida noturna/musical (e da minha vida em geral) na década de 90 é como falar do dia de ontem... Não é questão de ser saudosita ou velho (ter 37 anos é ser velho?), mas é ser um pouco saudosista, sim. Foi para mim uma década que começou como acabou a de 1980, curtindo house music e umas coisas mais comerciais na Over Night. Depois, quando ouvi Technotronic pela primeira vez, achei que a música eletrônica tinha morrido e comecei a curtir os sons grunge de Sseattle, com sinceridade, principalmente depois de ler uma entrevista muito doida de Kurt Cobain. Tudo isso mudou quando fui ao Massivo em fins de 1992, e também ao Malícia, em seus momentos finais, mas que me apresentou para um lado do que seria minha night life, a de clubes gays (o outro lado é o dos clubes de música eletrônica, que sempre tiveram, em sua grande maioria, um público eclético, gay, hétero, bi, tri...).

Massivo (com Mauro Borges e Bebete Indarte, mais linda do que nunca com seu chanel), depois Sra. Kravitz. Se o Massivo me mostrou um mundo de luxúria e party people, ao som de Madonna, Was Not Was, Prince, disco, o Kravitz me mostrou um mundo de house e techno (Moby, Altern 8, D.O.P., Orbital, CLS), mixagens perfeitas, nomes como Mau Mau e Renato Lopes, dançar a noite toda em quase êxtase, esquecer da vida na pista, viajar na música. Aí, tinha fodido tudo, rssss... De vez, rolou minha paixão pela música eletrônica/dance music.

A década de 90 foi a era dos clubes já citados e de outros: Ursa Maior, Columbia, bar Paparazzi na Consolação (foi uma época, de 1993 a 1996, mais ou menos, em que os Jardins bombavam no que se refere a clubes gays e de música eletrônica), Samantha Santa, A Lôca, e dois dos lugares que mais me marcaram até hoje: Latino Clube (1994-1996) e Hell's Club @ Columbia (1994-1998). O Latino era como minha segunda casa, o Hell's era como a casa de algum amigo próximo. Era minha vida: passava a semana esperando a sexta-feira para começar minha maratona de fim de semana de house, techno, cigarros, bebidas, dança, amigos, papos furados e papos profundos também, por que não, e de paqueras que aconteciam raramente e que às vezes resultavam num pouco de beijos, sexo ou até numa tentativa de namoro. Tinha o Mercado Mundo Mix, supernovidade, gente diferente, coisas novas, roupas e tralhas legais, tinha algum bazar moderno rolando, talvez alguma rave num sítio para sair um pouco do roteiro conhecido (lembrei de Arujabel...). Tinha também a Tunnel com a Andréa Gram tocando no porão, aos domingos no começo da noite, muita música eletrônica boa. No Latino, se possível, e se rolasse algo especial, podia aparecer por lá em outros dias da semana, além daqueles do fim de semana: quinta, segunda... Depois ia trabalhar vesgo de cansaço e de ressaca. Lá tinha, de novo, a Bebete linda e simpática, a Léia Bastos irreverente, o Pareto, o Renato Lopes, a Lu do banheiro, o Horácio da chapelaria, outra moça negra e simpática da chapelaria, a Lu do banheiro, a Damiana dançando com os peitos de fora, o Araújo e o Pereira, os seguranças que colocavam eu e a Sininho pra dentro antes de o lugar abrir pro público. Pagar? A gente não pagava entrada, só o que consumia. Éramos prata da casa. Eu e a Sininho, minha grande amiga até hoje, e muito comumente também o Sushi, abríamos e fechávamos a pista. Ouvindo Jam & Spoon, Danny Tenaglia, Billie Ray Martin, Ian Pooley, Murk, Deep Dish, Vanessa Daou, Josh Wink, Masters at Work, The Bucketheads... Pitadas de jungle com o Pareto, estranhezas com o Renato Lopes.

No Hell's, chegar às 5h da manhã, às vezes vindo do Latino, outras depois de acordar às 3h30 em casa e chegar com pressa para entrar. Lá dentro, Mau Mau reinava, o povo se jogava pela pista, no palco, na sala da chapelaria, no banheiro, no escuro e fumaça totais.

Nesses anos 90, também tinha lugares para ir às vezes, como a Rave, Azê 70, Disco Fever, Mad Queen, as festas (muito boas, com um glamour só delas) da House of Palomino. Nas tardes de sábado, comprar CDs na Mo'Better e bater um papo sobre música com o Júnior ou com o japinha que era dono de lá, que foi quem, em 1996, me falou pra tentar algo que eu queria, discotecar (fiz até, no ano anterior, um curso de DJ em Pinheiros com o DJ Celsinho Double C), e me indicou conversar com o Reynal, dono do The Cube, bar descolado na Consolação. E foi lá que fiquei de 1996 até começos de 1998, como DJ às sextas, na maior parte do tempo.

Fechou o Hell's, abriu o Lov.e, com o after Paradise. Foi estranho começar a ir pra Vila Olímpia de madrugada, mas rolou gostoso. Fui muito à Blue Space, não por gostar do som, mas por gostar de quem cuidava dele. E a década foi indo, indo...até acabar.

Saudades? Muitas. Nessa época, eu achava sinceramente que ser DJ e curtir música eletrônica iria mudar, "salvar" minha vida. Na real, me fez curtir muito e ter histórias para contar e dividir com quem me acompanhou na época. Plagiando um trecho de música da Ana Carolina, "pra mim ainda não terminou...". Mas os anos 90 terminaram. Passou-se uma década inteira depois deles. Que foi legal, teve muita coisa nova, sim, curti bastante, mas não teve tanto aquele gosto de novidade. Claro, eu já tinha vivido muitas coisas e estava mais escolado, porém não indiferente. Mas os meus doidos anos 90 sempre serão o tempo ao qual voltarei quando quero relembrar daquele frisson que tudo o que escrevi me dava e que era muito bom.



Escrito por mim às 19h19
[] [envie esta mensagem] []




PREGUICINHA...

Blog, ó blog! Você acha que morreu, foi abandonado? Pois bem, não foi. Está exatamente na proposta que pensei para você: colocar conteúdo novo sempre que eu tivesse vontade e achasse importante. Nos últimos tempos, não tive vontade. Outros projetos de vida têm ocupado meu tempo. Projetos bons, ainda bem. Eu merecia isso.

Comecei este ano olhando para 2009 e vendo muitas conquistas e mudanças boas, sabendo que 2010 será a continuação de tudo isso que plantei e que continuarei a cuidar e expandir. Mas agora, nestes primeiros dias, uma preguiça incrível toma conta de mim. Não quero fazer nada além de passear, me divertir, namorar e dormir. Talvez por essas serem algumas das melhores coisas da vida, talvez pela ausência de férias, de recesso de fim de ano, não recarreguei as baterias para um ano que terá muitos acontecimentos importantes para mim. Sendo assim, quero muito me preservar em janeiro, porque o resto do ano será tough. Pro bem, claro, mas mesmo assim será cheio de movimento.

O trabalho não parou no fim do ano, não descansei praticamente nada, quero férias!!! Rsssss. Mas tá rolando gostoso. Só preciso de alguma forma dar uma recarregada na energia.



Escrito por mim às 20h25
[] [envie esta mensagem] []




Hoje em dia, sou capaz de dar uma entrevista para uma revista voltada ao público gay falando de minhas preferências quanto ao que gosto de fazer na cama, usando só meu primeiro nome, ok, mas não falo mais sobre o que faço ou deixo de fazer com os amigos, como era costume entre nós. Percebi que as pessoas, mesmo algumas mais próximas, vão ficar comentando e falando dessas coisas por eras, às vezes tirando sarro de uma maneira desagradável. Que cada um faça o que quer na cama, desde que não prejudique ninguém ou queira obrigá-lo a fazer o que não gosta



Escrito por mim às 21h18
[] [envie esta mensagem] []


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]