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AIDS E SEXO ORAL

O que os artigo médicos falam sobre a transmissão do HIV via sexo oral? Vale a pena ler alguns artigos sobre, dentre os muitos que existem (os links abaixo são de instituições de credibilidade, como se pode perceber pelos próprios endereços, e não de qualquer site amador):

http://www.aids.org.br/default.asp?site_Acao=&paginaId=55&mNoti_Acao=mostraNoticia¬iciaId=108

http://www.hiv.org.br/internas_materia.asp?cod_secao=atualiza&cod_materia=332#2

http://www.usp.br/nepaids/oralhivtrans.pdf

 Vírus HIV

Em todas as matérias com links acima, e em muitas outras, o que fica claro é que há possibilidade de haver a infecção, sim, mas não há exatidão na determinação de casos de transmissão alegadamente oral. O sexo oral é uma das formas de baixo risco de transmissão do HIV, justamente pela saliva possuir fatores inibitórios à transmissão do vírus (glicoproteínas). A coisa muda de figura se a pessoa estiver com aftas, feridas, gengivite e receber sêmen na boca. Tem-se falado também na possibilidade de as amídalas serem portas de entradas para o vírus, mas existe o papel da saliva de novo nessa história. O vírus contido no sêmen, ao chegar ao estômago, morre, pois o suco gástrico o destrói. A questão toda é entre a boca e o estômago, o caminho que o sêmen infectado faz. E aí a coisa permanece meio nebulosa, não totalmente esclarecida, assim como o papel do líquido pré-ejaculatório (aquela "baba" transparente que sai do pênis) como veículo de transmissão (encontrou-se vírus no líquido, mas em grande parte sem potencial para infecção). Já para quem recebe o sexo oral (é chupado), o risco seria menor ainda, pois a saliva não é um bom veículo para transmitir o vírus HIV. Se o homem tiver alguma escoriação no pênis (pode ocorrer num sexo oral se os dentes roçarem o pênis, sabemos) ou doença genital e for chupado por um portador do vírus HIV que tenha sangramento bucal/gengival, há um risco teórico. O mesmo valeria para o sexo oral-anal (sangue na boca, feridas no ânus).

As pesquisas demonstram ser difícil determinar o contágio oral porque a maioria das pessoas em geral adota outras formas de contato sexual (sexo anal, sexo vaginal), não somente o sexo oral.

Para mim, a conclusão é a seguinte: o risco é baixo, mas existe, e há fatores agravantes. Ferimentos, sangramentos, falta de cuidado (que pode gerar escoriações) na hora do sexo oral. Ingerir/ter contato oral com sêmen contaminado nessas condições. Os médicos ressaltam que a perfeita higiene oral é um fator muito importante para impedir a possível infecção. Nem sempre sabemos se nossas bocas estão ou não com um ferimento entre os dentes causados por um fio dental ou uma escova com cerdas já gastas, ou mesmo uma escovação mais forte. E quem tem gengivite e outros problemas na boca, todo cuidado. Também não se vai sair por aí ingerindo esperma de qualque um (ou vai?). O sexo oral sem ejaculação na boca tem riscos menores ainda (ou seja, quase ínfimos).

 

De qualquer modo, há um momento em que ou se usa camisinha no sexo oral, para anular os riscos mesmo (e cuidado com dentes para não furarem o látex, pois aí é a mesma coisa que sem!) ou se decide que os riscos são tão pequenos, se está numa condição de saúde boa (oral e/ou genital, sem feridas, doenças ou sangramentos) e se confia no(s) parceiro(s) para poder chupar/ser chupado sem nenhum gosto de borracha. A decisão final é de cada um. Acho impossível e errado comparar uma pessoa que pratique sexo oral sem preservativo, ainda mais se não hover ejaculação na boca, com aquele que tem o comportamento (na minha opinião, suicida) de um barebacker (quem pratica sexo anal sem camisinha). No sexo anal desprotegido, é inegável a transmissão do HIV.

Ah, gonorréia, herpes, candidíase, sífilis e outras DST's são sim transmitidas pelo sexo oral, com certeza.

Agora, cá pra nós, alguém duvida que a saliva tem papel importante nisso tudo, na proteção contra o HIV? Se não tivesse, teria muito mais gente ainda infectada por aí.

Saúde e responsabilidade a todos.



Escrito por Marcus às 18h42
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