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NOSSO HEROIZINHO

Nosso heroizinho/Viu que de rock muito pouco conhecia,/Em sua mediocridade se escondia;/Na realidade,/De nada bem ele sabia. Ao constatar/Sua pequenez/Ele temeu/Se perguntou/O que fazer,/Pra onde ir,/O que comer. Nosso heroizinho/Teve medo de ser sufocado/Pela sua ignorância tão cruel,/Na qual ele queria se bastar/Na qual ele tentava se bastar./Não conseguia/Sua ignorância era pequena,/Que pena! Nosso heroizinho/Teve medo que os homens e amigos/Dele zombassem/Sentiu-se doente por dentro,/Correu para casa,/Para baixo das cobertas,/Na sua cama de algodão./Só de pensar/Nas risadas/Ele se escondeu,/Das risadas./Dos amigos as risadas. Percebeu que nada conhecia,/Nem amor, nem poesia,/Em seu universo desfocado sofria,/Ele este conhecia,/Só que ninguém o seguia./Nem livros,/Nem drogas,/Nem jogos/Em nada ele crescia./A espuma de seus lábios caía/Enquanto mandava tudo para o inferno/E gritava que nada mais queria,/Nada, nada, nada, nada. Nada de música,/Nada de poesia,/Nada, nada, nada./Não conhecia alegria,/Em casa ficaria,/Em casa, na cama,/Olhando o teto, suando frio,/Nada conhecia,/Tudo queria,/Nem dinheiro tinha./Sofria,/Sofria,/Por nada,/Nada./Nem sabia que mal se conhecia,/Por isso a cada dia mais morria,/Morria,/Morria.
Escrito por Marcus às 02h23
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