Lugares como The Week, Flexx e outros muquifos afins não têm me feito a mínima falta. O pouco que tinham de interessante se desfez totalmente. Som legal nunca tiveram, mas tinham um quê de instigante e durante um tempo até grande serviram pra me enganar. Hoje, nada disso sobrou, provando que na verdade esses lugares têm muito pouco a oferecer. Há muito tempo não vou e nem mais pretendo ir.
Estou é com muita vontade de voltar ao Vegas, numa noite legal, ao D-Edge, ao Grind na Lôca, quero ir à festa Autobahn e talvez rever o ambiente engraçado da Ursound, mas, que da última vez nem estava tão legal assim, porém acho que vale um retorno. Talvez ir à SoGo para ver como ficou depois da reforma e matar saudades de uma época em que ia muito lá e relembar também que os Jardins já foram de uma ferveção gay noturna bem legal. Não só gay, mas eletrônica também, pois o Columbia e o Latino foram lá, assim como a Ursa Maior. Bons tempos. Interessante como o que é ou foi realmentne bom ainda tem um apelo, o que foi tapa-buraco a gente esquece rapidinho...
Trabalhos free e outras coisas boas na vida pessoal têm me ocupado o tempo e o blog tem ficado sem atualizações. Não desisti dele nem perdi o gosto de escrever, só tem faltado tempo e ideias para pôr aqui. Nem fiquei magoado com algo e resolvi descontar no blog, acabando com ele, hehehe. Recesso temporário, até as coisas estarem mais tranquilas.
"Não adianta, de qualquer forma eu esculacho..." (Tati Quebra-barraco)
- Descobri que na Praça da Sé você compra exames médicos demissionais e admissionais por 20 reá, sem nem passar com médico algum. Tem uns caras com aquelas placas de "Compro ouro" e logo escrito em baixo "Exame médico adm/dem". Só dar seu nome e CPF que em 5 minutos vem o atestado, feito num banco da praça, perto de um quiosque da polícia militar. E ouvi também de um deles que por 1.000 reá você compra um diploma universitário, da GV, FAAP, Mackenzie, do curso que quiser, e que o diploma "é do bom"! Com certeza, também deve-se comprar na boa receita médica para medicamentos de venda controlada, os famosos "tarja preta". Drogas, bem, nem se fala...
- Faz um tempo, tenho tido dificuldade pra dormir e manter um sono de qualidade. Comecei, com orientação médica de verdade, a tomar remédio "tarja preta". Sabendo que isso não é uma boa, e sabendo também que os motivos que me levam a perder o sono ainda vão perdurar por um tempo, lembrei-me da melatonina, um hormônio que o próprio corpo produz e que no mundo todo é vendido em sua forma sintética nas gôndolas de farmácias (venda livre). Conversei com meu médico e ele disse que funciona mesmo, sem efeitos colaterais, não vicia nem cria tolerância (necessidade de aumentar as doses para obter o mesmo efeito). Só que a tal melatonina é proibida de ser vendida no Brasil desde que a Roche farmacêutica lançou o Lexotan; entendendo que a melatonina seria um concorrente direto do Lexotan, fez lobby junto à Anvisa e conseguiu a proibição da venda da melatonina, que hoje só é vendida por baixo dos panos.
X
Meu médico me deu o telefone de uma importadora que em "off" importa o produto e paguei 130 reá por 100 cápsulas... fui ver na amazon.com e o mesmo produto custa em torno de 4 dólares!!! Com certeza, se me der bem com a substância, minha próxima compra será pela amazon.com, mesmo com o dólar como está e com taxas e tudo, com certeza sairá mais barato que 130 reá. E a venda livre de remédios nas farmácias, tipo antibióticos, o que em outros países só se vende com receita médica mesmo? Claro que interessa às indústrias farmacêuticas isso, o povo compra indiscriminadamente. Quanta gente conheço que quando pega uma gripe toma antibiótico, o que não tem nada a ver, pois antibiótico combate bactérias, e a gripe é causado por um vírus... e ainda tomam um, dois dias e param, super-errado, ajudando na resistência de possíveis bactérias que estejam no organismo, quietinhas, mas que se um dia resolverem atacar e causar uma doença, já estarão resistentes aos antibióticos que o mané tomou pra uma gripe...
- E para aqueles que dizem que São Paulo é uma cidade "praticamente de primeiro mundo", favor repararem na pavimentação de nossas ruas: asfalto remendado, ondulado, cheio de buracos... Haja carro resistente pra não se desmantelar com tanta trepidação, haja pneu forte pra não rasgar na buraqueira, haja motorista hábil pra desviar de tudo isso. Entra prefeito, sai prefeito, nada muda. E as enchentes? Culpam o tempo...
Nosso heroizinho/Viu que de rock muito pouco conhecia,/Em sua mediocridade se escondia;/Na realidade,/De nada bem ele sabia.
Ao constatar/Sua pequenez/Ele temeu/Se perguntou/O que fazer,/Pra onde ir,/O que comer.
Nosso heroizinho/Teve medo de ser sufocado/Pela sua ignorância tão cruel,/Na qual ele queria se bastar/Na qual ele tentava se bastar./Não conseguia/Sua ignorância era pequena,/Que pena!
Nosso heroizinho/Teve medo que os homens e amigos/Dele zombassem/Sentiu-se doente por dentro,/Correu para casa,/Para baixo das cobertas,/Na sua cama de algodão./Só de pensar/Nas risadas/Ele se escondeu,/Das risadas./Dos amigos as risadas.
Percebeu que nada conhecia,/Nem amor, nem poesia,/Em seu universo desfocado sofria,/Ele este conhecia,/Só que ninguém o seguia./Nem livros,/Nem drogas,/Nem jogos/Em nada ele crescia./A espuma de seus lábios caía/Enquanto mandava tudo para o inferno/E gritava que nada mais queria,/Nada, nada, nada, nada.
Nada de música,/Nada de poesia,/Nada, nada, nada./Não conhecia alegria,/Em casa ficaria,/Em casa, na cama,/Olhando o teto, suando frio,/Nada conhecia,/Tudo queria,/Nem dinheiro tinha./Sofria,/Sofria,/Por nada,/Nada./Nem sabia que mal se conhecia,/Por isso a cada dia mais morria,/Morria,/Morria.
Não sou escravo de ninguém Ninguém, senhor do meu domínio Sei o que devo defender E, por valor eu tenho E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas Por entre abismos e florestas Por Deus nunca me vi tão só É a própria fé o que destrói Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar Quando tudo é traição, O que venho encontrar É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha E sempre será Minha terra tem a lua, tem estrelas E sempre terá.
II
Quase acreditei na sua promessa E o que vejo é fome e destruição Perdi a minha sela e a minha espada Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade Existem os tolos e existe o ladrão E há quem se alimente do que é roubo Mas vou guardar o meu tesouro Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
III
É a verdade o que assombra O descaso que condena, A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi E o que não existe mais Tenho os sentidos já dormentes, O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém Sei que devo resistir Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar Tenho, ainda, coração Não aprendi a me render Que caia o inimigo então.
IV
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa estória não estará pelo avesso Assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver Temos muito ainda por fazer Não olhe pra trás Apenas começamos. O mundo começa agora Apenas começamos.